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Arquitetura: Redefinição de novos espaços para reabertura durante a pandemia

Medidas de segurança que, por conta da pandemia do novo coronavírus, redefiniram os espaços dos restaurantes, trouxeram o desafio de manter as relações humanas intactas em ambientes pensados nisso. Durante esse momento delicado, diversas empresas e instituições, públicas e privadas, se dedicaram na construção de protocolos específicos e assessorados com uma equipe multidisciplinar para criar um cenário de uso para esses ambientes de uso contínuo de maneira protegida e eficiente.   

Victor Veríssimo Guimarães é professor do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Uninovafapi e mestre em Artes, Patrimônio e Museologia. Ele destaca que as mudanças nos ambientes foram significativas e possuem impactos na arquitetura local. “Uma porta que servia de entrada e saída, agora só admite um único fluxo. Os talheres sujos que poderiam seguir pela área do bar até a região de lavagem com auxílio dos garçons, agora passa por um ‘caminho exclusivo’ para que apenas uma pessoa tenha contato com o ‘material de risco’".    

Para o arquiteto, a marcação construtiva mais evidente foi a inserção de peças de acrílico que servissem de proteção aos trabalhadores e usuários, juntos aos caixas e nas regiões de atendimento.  “As soluções para essas redefinições ainda não surgiram. No entanto, algumas estratégias muito conhecidas podem favorecer o ambiente, como a circulação contínua de luz e vento, que são ambos elementos sanitizantes, junto a aplicação de pisos e revestimentos com elevada resistência à produtos de limpeza profunda e antiderrapantes”, pontua.   

De acordo com o professor, mesmo com o futuro sendo ainda muito incerto quanto aos rumos da pandemia, o que se espera dos novos projetos arquitetônicos é que seja dado prioridade principalmente às áreas externas tanto dos ambientes público e privados. “Estes locais devem ser entendidos como áreas de integração segura. Em um futuro não muito distante, imagina-se empreendimento com mais estacionamentos de bicicletas e patinetes, que reforcem a autonomia da mobilidade”, opina Victor.


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