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Da prevenção à reabilitação: O trabalho do fisioterapeuta no combate ao novo coronavírus

A pandemia da COVID-19 tem exigido esforços das autoridades competentes, da população e dos profissionais da saúde para realizar uma série de medidas específicas no combate ao vírus e no trato com o paciente contaminado ou com suspeita de infecção. Dentre os profissionais que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus estão os fisioterapeutas, que pode atuar em vários estágios da doença.

A COVID-19 é uma doença infecciosa causada pelo SARS-CoV-2 (coronavírus). Apesar do comprometimento respiratório, trata-se de uma doença sistêmica, levando a uma série de disfunções orgânicas, especialmente nos casos mais graves.Éric da Silva é fisioterapeuta Especialista em Terapia Intensiva e professor adjunto do Centro Universitário Uninovafapi. Ele diz que podemos entender o papel do fisioterapeuta em quatro aspectos: na prevenção, na hospitalização, nos cuidados críticos que acontecem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e na reabilitação pós alta. “Uma grande parte dos pacientes infectados apresentam sintomas leves ou até mesmo não os desenvolvem. Nestes casos, o fisioterapeuta, assim como os demais profissionais de saúde, deve focar nas orientações de etiqueta respiratória, incentivo ao uso de mecanismos de barreira para conter a disseminação do vírus, além da monitorização e auxílio na triagem de pacientes que poderão evoluir com a necessidade de hospitalização”.

De acordo com Éric, o profissional da Fisioterapia pode utilizar as modalidades de atendimento não presencial como a consulta, o monitoramento e a consultoria online. No entanto, em casos de pacientes que tem a necessidade de hospitalização, exige do fisioterapeuta abordagens específicas para minimizar o imobilismo e consequente restrição ao leito, a necessidade de suplementação de oxigênio através de dispositivos nasais ou faciais e exercícios respiratórios que visem a preservação dessa funcionalidade. “Na UTI, a atuação fisioterapêutica ocorre em vários âmbitos, desde a participação, junto à equipe de saúde, na assistência à intubação, na avaliação dos critérios para a extubação, nos ajustes e gerenciamento do suporte ventilatório mecânico, nas mudanças de decúbito que visam otimizar as trocas gasosas, até condutas direcionadas para a manutenção da função pulmonar e preservação muscular respiratória (Treinamento Muscular) e da mobilidade”, explica Éric.

Além disso, os fisioterapeutas também compõem a equipe de assistência à Parada Cardiorrespiratória e são fundamentais nas manobras de Reanimação cardiopulmonar.Éric ressalta que, em muitos casos, os pacientes que foram internados necessitarão de cuidados da fisioterapia mesmo após desospitalização. Ao receber alta da UTI, as pessoas podem ter a Síndrome Pós Terapia Intensiva (SPTI), que consiste em uma série de incapacidades motoras, psicossociais e cognitivas. “O fisioterapeuta é um dos protagonistas no atendimento e acompanhamento de pacientes com COVID-19, atuando seja no aspecto preventivo, curativo e de reabilitação dos comprometimentos em vários sistemas orgânicos”, pontua.


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