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O que é um hospital de campanha e por que são tão importantes?

Países e cidades pararam com a chegada do COVID-19. Os profissionais de saúde, os governantes, os arquitetos, os engenheiros e outros profissionais se depararam com a necessidade de unir forças em prol de um único objetivo: salvar vidas. Em meio a uma pandemia, os hospitais construídos não são suficientes para atendimento da população. Dessa forma, surge a necessidade de adaptação do sistema de saúde. Diante disso, começam as construções de hospitais provisórios ou de campanha.

A Arquiteta e Urbanista e professora do Uninovafapi, Ana Cristina Claudino de Melo, explica que os hospitais de campanha são opções para momentos de crise em saúde, como a que o mundo vive atualmente com a COVID-19. De acordo com ela, o primeiro hospital nesses moldes foi construído em Londres, no século XIX, e é repetido sempre que há situações emergenciais como epidemias, pandemias ou catástrofes. “Geralmente são montados em modelos simples, procurando seguir o básico das orientações dos órgãos reguladores de saúde e de construção, para que assim, seja possível atender rapidamente àquelas situações momentâneas”, explica. 

Jéssica Galeno é Engenheira Civil egressa do Uninovafapi e atualmente é a engenheira responsável pelos hospitais de campanha do Governo do Piauí para o combate à pandemia. Ela conta que a obra está seguindo as recomendações da RESOLUÇÃO-RDC Nº 50, que dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. 

A engenheira diz que o hospital leva em média 10 dias para ser finalizado e que já está em sua capacidade máxima de 103 leitos. Outro detalhe importante é que a estrutura foi pensada e executada em estrutura modular, como explica Jéssica. “A estrutura modular permite a mudança de cidade, caso seja necessário, fazendo com que as construções sejam rápidas e práticas”. De acordo com Jéssica, em Teresina, terá apenas um hospital construído do zero, os outros será adaptações e prédios já existentes. Sobre estar atuando como um serviço essencial durante a pandemia, Jéssica conta que, ao entrar na graduação, não imaginava que a área de exatas fosse tão essencial nas atividades da área da saúde. “O aprendizado está sendo enorme, pois nessa área de engenharia civil voltada à saúde você tem que saber de tudo um pouco. É um sistema multidisciplinar que garante com que os profissionais da saúde tenham condições de trabalho para que tudo funcione corretamente", afirma. 

Para ressaltar a importância de equipes multidisciplinares atuando juntas na busca de soluções viáveis para os problemas do momento presente, a arquiteta Ana Cristina reforça o sentimento de união e valorização de todos os profissionais. “A sensibilidade e a capacidade técnica que os profissionais da saúde, da arquitetura, da engenharia e  de outras áreas juntos têm em suas mãos, ainda que munidos de habilidades e conhecimentos diferentes, nos mostram que, mesmo em um momento de extrema fragilidade, devemos nos manter fortes, unidos e seguindo na luta pela vida”.


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