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Neuropediatria: Saiba mais sobre a fisioterapia em crianças com necessidades especiais

O  fisioterapeuta tem uma vasta opção de áreas de atuação. Uma delas é voltada para o atendimento de crianças com necessidades especiais. O fisioterapeuta que trabalha com neuropediatria tem a oportunidade de acompanhar os principais marcos do desenvolvimento neuropsicomotor do ser humano, desde aspectos sensoriais, motores, cognitivos, comportamentais e de comunicação.  

Nesse contexto, o fisioterapeuta neuropediátrico tem como função principal tratar com eficácia os distúrbios relacionados sempre com o objetivo de minimizar os efeitos da incapacidade, seja ela permanente ou não, e readquirir a máxima independência funcional possível. A professora do Centro Universitário Uninovafapi, especialista em Fisioterapia Musculoesquelética, Adriana Cavalcanti de Macêdo, diz que o fisioterapeuta, por consequência, participa de uma organização sensório-motora importante, que refletirá na segunda infância, na adolescência e na vida adulta do paciente. Dessa forma, o torna capaz de realizar trocas posturais, vivenciando experiências de descobrir o mundo através do lúdico.   

Além disso, o profissional busca desenvolver habilidades, melhorando a independência funcional em um contexto lúdico e educativo, habilitar e recuperar as habilidades motoras  que possuam déficits relacionada a faixa etária da criança. “Desde a infância, o corpo precisa estar em movimento e a mente precisa estar em ação. Para as crianças com problemas neurológicos, a fisioterapia vai ajudar nesse sentido, respeitando toda forma de ser da criança, possibilitando melhor expressão corporal”, pontua a professora.  

Adriana explica como se dá o atendimento com crianças que possuem necessidades especiais. “Nosso atendimento envolve a importância do brincar para assim capacitar o paciente a desenvolver atividades psicomotoras que requeiram dupla-tarefa, ou seja, o aspecto cognitivo e motor associado a um aspecto comportamental prazeroso para as conexões neurais. Para isto temos que saber ‘entrar no mundo da criança’. O fisioterapeuta pediátrico terá que conquistar a confiança da criança, interagindo amistosamente com ela, que, dessa forma, passará a colaborar com o tratamento, assim como incluir a participação com a família da criança”.  

Os recursos fisioterapêuticos mais utilizados são os exercícios de alongamentos, treinos posturais, brinquedos para estimular os movimentos, escadas e rampas para treino de marcha, bolas para treinar posturas, rotações de tronco, equilíbrio e propriocepção, espelho para trabalhar também a posturas, hidroterapia, cinesioterapia associada a realidade virtual. De acordo com Adriana, os resultados variam por muitas razões, como o grau do dano neurológico permanente, quais partes do sistema nervoso são afetadas, idade e capacidade anteriores do paciente, estado mental, motivação do paciente e condições associadas.  

Em um período de isolamento social, em que as crianças estão privadas de frequentar escolas e terapias, a fisioterapeuta ressalta que é de suma importância o treino dos pais para dar continuidade a esse trabalho. “Assim ‘habilitamos’ os pais a continuarem com a intervenção terapêutica e não haver atraso no neurodesenvolvimento infantil”. Por conta da situação do novo coronavírus, o diálogo é importante para lidar com sentimentos como insegurança e medo, decorrentes das mudanças que surgem neste novo momento.


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