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Entenda a diferença entre os tipos de testes para o coronavírus

A realização do teste de diagnóstico da Covid-19 é um dos principais métodos para auxiliar os países no enfretamento da pandemia. Com os dados sobre o diagnóstico do vírus é possível tomar medidas que ajudam a diminuir a quantidade de contaminados coexistentes e desafogar o sistema de saúde. Atualmente, diversos testes estão disponíveis no mercado para a população. No entanto, antes de realizar o teste, é necessário conhecer os tipos e qual a função de cada um.  

O grande número de metodologias disponíveis no mercado e a delimitação temporal de cada teste têm gerado uma certa confusão. Por isso escolher qual o melhor teste laboratorial para o diagnóstico do novo coronavírus vem trazendo desafios para os profissionais da saúde.  

O biomédico João Paulo da Silva Sampaio, professor do Centro Universitário Uninovafapi e especialista em Hematologia Clínica e Banco de Sangue e Microbiologia Aplicada às Ciências da Saúde, diz que basicamente, existem duas metodologias para o diagnóstico da Covid-19: o método sorológico e o método de biologia molecular.  

João Paulo explica que o método sorológico pesquisa a presença de um marcador sorológico que pode ser um antígeno ou um anticorpo no organismo do paciente com suspeita. Os testes rápidos (Imunocrotográficos) são exemplos de testes sorológicos que, devido sua praticidade, têm sido utilizados em larga escala para o diagnóstico. “Os testes rápidos que pesquisam anticorpos, IgM, IgG ou IgA, não são considerados os melhores para o controle da disseminação da doença, uma vez que eles refletem uma resposta do organismo contra o vírus que, geralmente, só aparece após o período de maior transmissibilidade, chamado de viremia ”, pontua o biomédico.  

Outra forma de apresentação dos testes rápidos se dá através da pesquisa do antígeno, onde sua detecção antecede a produção de anticorpos. Além disso, existem metodologias para a dosagem de anticorpos que pode ser realizado por diferentes metodologias, como: Imunofluorescência, ELISA, Quimioluminescência, dentre outras.  

João Paulo detalha que o método de biologia molecular é realizado pela técnica da Reação em Cadeia da Polimerase, considerada a melhor para o diagnóstico da doença porque detecta o próprio vírus através da pesquisa o material genético do vírus em amostras biológicas. “Este teste deve ser realizado nos primeiros dias de sintomas, período em que geralmente o vírus está circulando no organismo do indivíduo infectado”, orienta.  

O biomédico ressalta que a grande maioria dos infectados são assintomáticos, dificultando assim a escolha do melhor momento para a coleta da amostra para o exame laboratorial e o melhor método a se utilizar, seja sorológico ou por biologia molecular, podendo levar a um resultado falso negativo. “Por isso, até que uma vacina eficaz e segura esteja disponível, é imprescindível que todos continuem respeitando todas as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde”. 


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