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Postura e hábitos do trabalho podem causar dores no corpo

Durante o período de isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus muitas pessoas em todo o mundo tiveram que transformar seu lar em ambiente de trabalho. Esse processo adaptativo, que aconteceu de forma inesperada e urgente, trouxe ao trabalhador muitas sequelas psicológicas e físicas. Além disso, o período de isolamento social também manteve as pessoas longe das práticas de atividade física, fazendo com que as rotinas de movimentação fossem interrompidas de forma brusca. Por essa razão, neste período, estão sendo mais comuns as queixas de dores no corpo devido, principalmente ao home office. As mais frequentes estão associadas a manutenção da postura sentada incorreta e por tempo prolongado.

A professora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Uninovafapi, mestre em Ciências e Saúde, Ana Vannise de Melo Gomes, diz que essas dores aparecem, geralmente, na coluna cervical, dorsal ou lombar, e quase sempre estão associadas ao uso de computadores e smartphones, assim como as dores nas mãos e nos punhos. “Essas dores se devem a sobrecarga biomecânica estática ou dinâmica sobre articulações e músculos, ou seja, o tempo excessivo na posição sentada gera uma sobrecarga estática na coluna e os movimentos repetitivos de digitação geram uma sobrecarga nos músculos dos membros superiores, levando então a fadiga”, explica.    

Para evitar o ideal é que cada profissional adquira o mobiliário adequado e organize seu ambiente de trabalho, inclusive sua jornada de trabalho em casa. Evitando conflitos de horário com os afazeres domésticos, acompanhamento das atividades escolares dos filhos. “Uma dica útil seria a prática de atividade física em casa de maneira regular. Isso iria proporcionar melhor flexibilidade, melhor força muscular e melhor bem-estar geral. Assim como incluir durante a jornada de trabalho pausas para a realização de alongamentos musculares e mudanças de postura de trabalho. Isso ajuda na descompressão e mobilização das articulações mais sobrecarregadas durante o trabalho”, orienta a fisioterapeuta. 

Ana Vanisse ressalta que, mesmo seguindo todas essas orientações a pessoa não melhorar seu quadro doloroso, ela deve procurar atendimento especializado. “Dores frequentes e de alta intensidade são considerados sinais de alerta. Nesses casos é importante procurar um especialista fisioterapeuta e/ou médico, para então avaliar o quadro clínico geral e buscar alternativas para o tratamento adequado”.


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