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Entenda mais sobre as variantes da Covid-19

Embora a ideia de um vírus em mutação possa parecer assustadora, trata-se de um processo natural. Todos os vírus sofrem mutações com o tempo e assim aconteceu com o Sars-CoV-2.

 

À medida que um vírus se replica, ocasionalmente, ele comete pequenos erros de cópia, chamados de mutações genéticas. O SARS-CoV-2 tem adquirido pequenas mutações aleatórias desde que passou dos animais para os humanos.
Com o tempo, esses erros de cópia podem, entre outras alterações no vírus, levar a alterações nas proteínas ou antígenos da superfície do vírus. Nosso sistema imunológico usa esses antígenos para reconhecer e combater o vírus.  

 

Para entendermos mais sobre as variações do Sars-CoV-2, ouvimos o biomédico e egresso do curso de Biomedicina do Uninovafapi, Jefferson Manoel do Nascimento. 

 

O biomédico explica que uma variante surge se esses erros genéticos forem incluídos quando o vírus se replica, eles serão transmitidos e, eventualmente, se tornarão parte do genoma normal do vírus. Essas mutações se acumulam com o tempo e assim ocorrem novas variantes de uma cepa de vírus.  

 

Nos últimos meses, novas variantes do vírus foram detectadas e parecem causar grandes mudanças na forma como o patógeno atua. As variantes que mais preocupam na atualidade são: B.1.1.7 (surgiu no Reino Unido), B.1.351(surgiu na África do Sul) e P.1 (surgiu no Brasil).  

 

De acordo com Jefferson Nascimento essas variantes parecem se espalhar mais fácil e rapidamente, o que pode levar a mais casos de COVID-19. “Um aumento no número de casos poderá levar a mais hospitalizações e, potencialmente, a mais mortes”, pondera. 

 

O egresso pontua quais as melhores formas de retardar a velocidade das mutações. “Além da vacinação, a melhor forma de diminuir a velocidade do surgimento de novas variantes é continuar seguindo as recomendações para evitar a circulação do vírus, ou seja, evitando aglomerações, praticando o distanciamento social, usando máscara e fazendo higienização das mãos”.  

Ele finaliza destacando a eficácia das vacinas contra as mutações, que estão sendo desenvolvidas por grupos de pesquisadores. “Estudos sugerem que a resposta imune gerada pelas vacinas, atualmente autorizadas, reconhecem as principais variantes. Em breve teremos respostas mais concretas”. 


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