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Entenda a relação da engenharia e a defesa civil

O histórico de desastres na cidade de Teresina mostra que os eventos mais comuns são os relacionados às enchentes e movimentos de massa. Como consequência, têm-se o comprometimento de diversos imóveis e, não raro, a perda de vidas humanas.  

A defesa civil entra como ações preventivas, de socorro, assistenciais e reconstrutivas que visam evitar ou minimizar os desastres naturais e os acidentes tecnológicos, preservando a moral da população e restabelecendo a normalidade social. Ou seja, o objetivo é reduzir os riscos e os danos físicos sofridos pela população em caso de desastres. Essas ações podem ser classificadas em: prevenção, mitigação, resposta e recuperação. Em todas, a contribuição do engenheiro civil é de extrema importância, explica o professor do Centro Universitário Uninovafapi, mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, João Macêdo Lima Junior.  “Ao falarmos em enchentes e movimentos de massa, destacamos duas áreas de extrema importância na formação do engenheiro civil: hidrologia e mecânica dos solos”. 

Na área da hidrologia, o engenheiro atua no comportamento das águas existentes na bacia hidrográfica e possibilita a antecipação de ações relacionadas à execução de obras de drenagem. Já quando se fala movimentos de massa, ou deslizamentos, o profissional estuda as características dos solos existentes em determinadas áreas, assim como seu comportamento quando saturados de água possibilitam a adoção de medidas no sentido de se definir áreas de alto risco, as quais devem ter sua ocupação evitada. 

De acordo com João, no campo das ações destinadas à recuperação, após o acontecimento dos desastres, é responsabilidade do engenheiro civil o levantamento das condições construtivas dos imóveis que tenham sido impactados, avaliando qual o nível de comprometimentos destes imóveis, e concluindo pela interdição e definição de medidas de recuperação. 

Portanto, o engenheiro civil possui papel muito relevante na avaliação dos riscos de ocorrência de desastres, e também nas decisões relativas às ações de recuperação, pós desastres. “A participação deste profissional na defesa civil possibilita uma atuação mais eficaz, e de efeitos mais positivos", destaca o mestre.


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